Fonoteca da Música Paranaense Preservando a memória sonora
Capa do livro Uma Fina Camada de Gelo
Acervo Bibliográfico · Rock Paranaense

Uma Fina
Camada de Gelo
O Rock Autoral e a Alma Arredia de Curitiba

Autor Eduardo Mercer
Tema Rock Autoral de Curitiba
Capítulo sobre Manoel Neto & MUSIN
Páginas do cap. 391–396

Uma obra sobre a cena alternativa curitibana que dedica um capítulo inteiro ao fundador da Fonoteca — retratando Manoel Neto como a "enciclopédia da cena curitibana", o MUSIN e décadas de agitação cultural independente.

Cap. 30
Agitadores Culturais
6 pág.
pp. 391–396
+50 mil
Itens no MUSIN
12 mil
Músicas Paranaenses
Sobre o Livro Eduardo Mercer
✳ Rock Autoral · Curitiba

A Alma Arredia
de uma Cidade Fria

Uma Fina Camada de Gelo, de Eduardo Mercer, é um mergulho na cena do rock autoral curitibano — aquela produção independente, transgressora e periférica que, apesar de nunca ter ganhado os holofotes nacionais, construiu uma escola, uma rede de bandas e uma identidade sonora inconfundível.

A obra percorre décadas de shows, fanzines, gravações independentes, bares fundamentais como o Circus Bar e personagens que fizeram a cena funcionar à margem da indústria. É um registro histórico do underground paranaense em toda a sua riqueza contraditória.

O livro foi viabilizado por meio da Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet) — tornando-se, ele mesmo, um exemplo concreto do que a captação de recursos pode produzir: um ativo cultural permanente que registra e legitima a memória sonora do Paraná.

"Para obter informações de Manoel Neto — esta enciclopédia da cena curitibana e da indústria cultural — solicitei uma entrevista e fui prontamente atendido na sede do MUSIN."

Eduardo Mercer — Uma Fina Camada de Gelo, cap. 30

"A música tem capacidade de antecipar ondas estéticas e mudanças sociais."

Manoel Neto, citado por Eduardo Mercer via Jaques Atalli

Capítulo 30 — Destaque Agitadores Culturais · pp. 391–396

Capítulo 30

Manoel Neto, Digão Duarte
e o MUSIN

Agitadores Culturais · Uma Fina Camada de Gelo

O capítulo abre com uma confissão do autor: nas três horas de entrevista com Manoel Neto, bastaram três ou quatro perguntas — o resto foi um "fluxo ininterrupto de informação". A descrição já diz tudo sobre o personagem.

"O agitador está mais preocupado com o resultado social do que comercial. Pesquisador e agitador pra mim é a mesma coisa, meu ativismo está ligado não a uma ideologia, porque muitas vezes eu lido com grupos sociais dos quais não participo."

— Manoel José de Souza Neto

Mercer descreve o ativismo de Manoel Neto desde o início dos anos 1990: mais de cem bandas lançadas, participação na elaboração de leis culturais, coordenação de pesquisas histórico-culturais, produção de shows no Circus Bar — e a parceria de décadas com o jornalista Rodrigo Juste Duarte (Digão), com quem distribuiu cinco mil cópias de demos e coletâneas para todo o país.

O capítulo também mergulha no MUSIN — Museu da Música Independente, com seus mais de 50 mil itens guardados numa sala comercial na Galeria Tijucas, e no processo de tombamento do acervo pelo Patrimônio Histórico Estadual.

✳ Acesso ao Capítulo Completo

Leia as 6 páginas
na íntegra

O capítulo completo está disponível em PDF no acervo online da Fonoteca. Pesquisadores, jornalistas e curiosos têm acesso livre.

"O MUSIN recebe em média dez pesquisas por ano, entre estudantes de graduação, mestrandos e jornalistas. Um desses trabalhos resultou, em 2004, em A [des]Construção da música na cultura paranaense, livro que já serviu de base para mais de cem trabalhos — entre livros, teses, artigos e monografias."

Por que este livro importa para a Fonoteca 3 dimensões
01

Retrato do Fundador

O capítulo 30 é um dos registros externos mais completos sobre Manoel Neto como agitador cultural — sua trajetória, método de trabalho, visão de mundo e o papel do MUSIN como precursor direto da Fonoteca.

02

Exemplo de Ativo Cultural via Lei Rouanet

O próprio livro é um caso concreto de captação pela Lei de Incentivo à Cultura. Viabilizado por patrocínio com dedução fiscal, ele demonstra o modelo que a Fonoteca busca replicar em seus projetos de preservação e difusão.

03

O MUSIN como Semente da Fonoteca

O capítulo documenta o MUSIN — Museu da Música Independente — como o embrião institucional e filosófico da Fonoteca: mais de 50 mil itens, 12 mil músicas paranaenses, pesquisas anuais, processo de tombamento estadual.

O MUSIN — Museu da Música Independente Origem do acervo da Fonoteca
✳ Galeria Tijucas · Curitiba

Mais de 50 mil itens
numa sala de loft

Sediado numa sala comercial no Edifício Tijucas — que também servia de loft —, o MUSIN reuniu CDs, LPs, fitas K7, fotos, filipetas, fanzines, ingressos, cartazes, panfletos e um vasto acervo de autores paranaenses, construído ao longo de décadas pelo esforço quase solitário de Manoel Neto.

O acervo está em processo de tombamento pelo Patrimônio Histórico Estadual e foi listado no Guia Nacional dos Museus — distribuído pelas embaixadas brasileiras em todo o mundo. Como declarou Manoel Neto ao autor: "A gente tá tendo uma visibilidade que não imaginava".

O MUSIN recebia em média dez pesquisas por ano de estudantes de graduação, mestrandos e jornalistas — e foi de uma dessas pesquisas que nasceu, em 2004, A [des]Construção da Música na Cultura Paranaense, a obra fundacional da musicologia paranaense organizada pelo próprio Manoel Neto.

+50k

Itens no acervo

CDs, LPs, K7s, fotos, fanzines, filipetas, releases, ingressos, cartazes e panfletos de artistas paranaenses.

12 mil

Músicas paranaenses catalogadas

Com estimativa de que o triplo existe digitalmente após a web. Em 2004 já eram 7.450 músicas identificadas.

10/ano

Pesquisas recebidas

Graduandos, mestrandos e jornalistas em média por ano — um dos únicos acervos especializados em música paranaense independente.

+100

Bandas lançadas por Manoel Neto

Desde o início dos anos 1990 — entre álbuns individuais e coletâneas, pelos Correios ou entregues pessoalmente por todo o Brasil.

Lição para a Fonoteca Lei Rouanet como instrumento
✳ Lei de Incentivo à Cultura

Um livro como
ativo cultural

Uma Fina Camada de Gelo é, além de obra literária, um modelo de captação. Viabilizado pela Lei Rouanet, o livro demonstra que o patrocínio cultural com dedução fiscal pode gerar produtos permanentes — publicações, registros históricos, acervos — que sobrevivem décadas após seu lançamento.

A Fonoteca utiliza este livro como referência concreta quando apresenta sua estratégia de captação para empresas parceiras: o patrocínio cultural não é despesa, é investimento em patrimônio.

✳ O que este livro demonstra

Por que patrocinar
cultura paranaense

Conheça o acervo completo

O livro é só o começo. A Fonoteca guarda o que veio antes e segue registrando o que ainda está por ser criado.

Explorar o Acervo Ver A [des]Construção