
A Fonoteca da Música Paranaense é o maior acervo dedicado à preservação, pesquisa e difusão da produção musical do Paraná. Com raízes em 1989, quando o pesquisador Manoel J. de Souza Neto iniciou uma coleta independente de materiais sonoros, a iniciativa cresceu durante décadas até se tornar referência obrigatória para pesquisadores, músicos, jornalistas e instituições de todo o Brasil.
O Paraná foi alvo de um processo de apagamento cultural por mais de 150 anos — e não há como amar o que não se conhece. A Fonoteca nasceu justamente para refazer esses vínculos: guardar o que a mídia ignorava, documentar o que a indústria descartava e devolver ao povo paranaense a sua própria história sonora. Hoje, o acervo está formalizado como associação e seu estatuto garante acesso público irrestrito a pesquisadores, estudantes e à comunidade.












Em 1989, Manoel J. de Souza Neto começou a guardar o que a mídia ignorava — fanzines, recortes, flyers, demotapes e discos de bandas locais. Esse gesto individual se transformou, ao longo de três décadas e meia, no maior arquivo sobre música paranaense já organizado por uma única iniciativa privada, construído exclusivamente com recursos particulares.
Manoel não apenas arquivava: produzia e articulava a cena. Criou o selo Mais Records, o informativo Mais Zine, o programa Garage 96 Rádio Rock e centenas de shows voltados à cena autoral local. Esses meios se tornaram veículos alternativos à grande mídia e consolidaram uma rede de artistas, produtores e jornalistas que resistia ao apagamento cultural histórico do Paraná.


"A música é um espelho do tempo e o tempo é o território da memória. Falar da Fonoteca é falar do Paraná que resiste."
Sua pesquisa ganhou escopo nacional: foi relator do Plano Nacional Setorial de Música (MinC, 2010), coordenou estudos sobre a Lei Aldir Blanc para a Ordem dos Músicos do Brasil e fundamentou a criação da Câmara Setorial de Música do Ministério da Cultura. O acervo por ele construído é citado em mais de 200 monografias, teses e dissertações e está presente em currículos de escolas públicas e vestibulares de arte do Paraná.
Em 2024, Manoel doou formalmente a coleção à Associação Fonoteca da Música Paranaense, consolidando a transição de um acervo pessoal para um patrimônio coletivo do povo paranaense.
Submissão de projetos para digitalização e preservação do acervo musical via parcerias público-privadas, garantindo acesso público e apoio a pesquisas acadêmicas.
Colaborações com universidades para promover pesquisas sobre a história da música paranaense, com formação de profissionais em gestão de acervos e preservação digital.
Transformar a Fonoteca em um hub cultural com exposições, palestras e eventos musicais alinhados à Política Nacional de Economia Criativa.
Plataformas digitais para disponibilizar o acervo, explorando streaming e licenciamento. IA e big data para catalogar e criar novas formas de interação e monetização.
Projetos que destacam a diversidade musical do Paraná com eventos, festivais e publicações, além da internacionalização da música paranaense em feiras globais.
Cursos e mentorias para músicos e produtores, promovendo a economia solidária por meio de cooperativas incentivadas por políticas de inclusão produtiva.
Indicadores de desempenho para mensurar o impacto social, cultural e econômico dos projetos, com transparência e prestação de contas como pilares fundamentais.
Participação ativa em editais de fomento do Ministério da Cultura e outras instituições para ampliar o alcance e a sustentabilidade do projeto.
Alinhamento com políticas de turismo, educação e desenvolvimento econômico, buscando o reconhecimento do acervo como patrimônio imaterial.
"Com este plano, buscamos construir um futuro onde a música paranaense continue a inspirar e conectar pessoas, atravessando gerações e fronteiras. Contamos com o apoio de toda a sociedade para transformar esta visão em realidade."
Rodrigo G. F. do Amaral
Presidente
41 99911-9814
Resumo público do estatuto social da Fonoteca da Música Paranaense — Coleção Manoel J. de Souza Neto.