
A primeira obra lançada com o propósito de desvendar os aspectos da música paranaense em toda a sua riqueza e diversidade — resultado de 15 anos de pesquisa e 39 vozes que juntas desenharam o mapa sonoro do Paraná.
Pesquisador · Organizador · Presidente Fundador
Manoel José de Souza Neto dedicou 15 anos de pesquisa — de meados dos anos 1990 até 2004 — para reunir 39 pesquisadores, musicólogos, historiadores, professores e músicos em torno de uma missão singular: mapear, registrar e interpretar a música paranaense em toda a sua dimensão.
O resultado foi A [des]Construção da Música na Cultura Paranaense, a primeira obra de fôlego sobre o tema, publicada pela editora Aos Quatro Ventos em Curitiba. Com mais de 700 páginas, a obra reúne desde iniciantes a "considerados os maiores especialistas no assunto, membros da comunidade musical do estado" — conforme descreveu o jornalista Paulo Pires.
Essa mesma visão de guardar, organizar e tornar acessível a memória sonora do Paraná foi o alicerce sobre o qual Manoel Neto fundou a Fonoteca da Música Paranaense — instituição que hoje leva adiante o espírito desta obra seminal.
"A música do Paraná é mais rica e diversa do que se imagina ou se divulga. Esta publicação é apenas uma introdução ao tema."
Manoel J. de Souza Neto, 2004 — Prefácio da obra
"Seus 39 autores, alguns iniciantes, outros considerados os maiores especialistas no assunto, membros da comunidade musical do estado."
Paulo Pires — Jornalista, HojePR
Panorama histórico da música paranaense, do século XIX ao século XX. Inclui o artigo de Roselys V. Roderjan sobre os aspectos musicais de 1900 a 1968 e o estudo do Movimento Paranista na música (1920–1950).
Choro, violão, folclore, música erudita e popular. Destaque para o "Panorama do Choro em Curitiba" de Sérgio Albach e o capítulo sobre tradições de cordas no Paraná com Lia Marchi e Juliana Saenger.
Debates sobre guarda, catalogação e acesso ao patrimônio sonoro paranaense. Capítulos que antecipam a necessidade de uma instituição como a Fonoteca — antes mesmo de sua fundação.
Trajetória das Oficinas de Música de Curitiba (1983–2001) por Elisabeth Seraphim Prosser e a história da Camerata Antiqua de Curitiba, conjunto de projeção nacional fundado na capital paranaense.
A SCABI, suas polêmicas e a criação de espaços institucionais para a música paranaense. O contexto político e econômico que moldou a produção musical do estado ao longo do século XX.
Da capa do livro ao acervo das universidades: pesquisadores iniciantes e especialistas reconhecidos, musicólogos, compositores, professores e músicos, todos unidos por um único propósito — dar voz ao patrimônio sonoro paranaense.
O conjunto de autores abrange instituições como UFPR, Unespar, UFMG, além de músicos e pesquisadores independentes. A pluralidade de vozes é a maior força da obra e o reflexo direto da diversidade musical do estado.
A obra acumula mais de 230 citações em artigos, monografias, dissertações e teses, tanto em instituições paranaenses quanto em universidades de todo o Brasil e no exterior.
Publicada em 2004, segue sendo referência obrigatória em programas de pós-graduação, planos de curso técnico e projetos político-pedagógicos no Paraná — em musicologia, história, letras e educação.
Manoel Neto dedicou quinze anos para construir esta obra — desde meados dos anos 1990 — ouvindo músicos, consultando arquivos e reunindo os pesquisadores capazes de dar conta da riqueza musical do Paraná.
A obra está disponível para consulta em bibliotecas físicas e repositórios digitais. Abaixo, os principais pontos de acesso:
Esta obra é o ponto de partida. A Fonoteca guarda os sons que a inspiraram — e segue registrando os que ainda estão por vir.